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ROTINAS CRIATIVAS

O que é o sucesso para você? É comum ouvirmos uma resposta reducionista em que coloca o poder e o dinheiro.

Por Marcelo Pedrosa dia em EMPREENDER

ROTINAS CRIATIVAS

RESUMOS INTELIGENTES


Parece ser fácil manter uma rotina, certo? Errado. Por mais que pensamos que é apenas uma questão de organização – e, de fato, é – estamos sempre diante dos chamados sabotadores que impedem que o dia transcorra da maneira mais produtiva possível. Há meios de driblar tanto os sabotadores externos – trânsito, chefe, filhos etc – quanto os internos – ansiedade, medos etc.
Não há uma fórmula mágica para isso, porém, uma forma de criar sua própria rotina levando em conta suas características pessoais é entender como pessoas produtivas, realizadoras e criativas encaram o seu dia. Por mais que o dia a dia desses indivíduos sejam únicos, há uma característica em comum: a organização e o empenho em fazer com que o seu dia comporte tudo o que se propôs a fazer: incluindo metas profissionais e prazeres diários.


Mas ter uma rotina combina com criatividade? Na verdade, sim! A falta de rotina nos coloca em um lugar de risco, enquanto, que diante de um passo a passo conhecido, a confiança aparece naquele processo já vivido e conhecido. Quem não tem rotina acaba por não aproveitar as experiências acumuladas.
Da mesma forma, rotinas bem projetadas servem para estabelecer prioridades e construir um caminho seguro a certo ponto, de modo que saiba como seguir seu dia tendo uma meta a alcançar. Desta forma, é possível visualizar progressos e, caso não haja nenhum, adaptar o dia em vez de desistir. Não confunda rotina com mesmice, estagnação ou inflexibilidade. Logo saberá que não se trata disso.
Quer começar a criar a sua rotina criativa? Então vem!

A vida contemporânea
O que é o sucesso para você? É comum ouvirmos uma resposta reducionista em que coloca o poder e o dinheiro no centro da questão. Isso pode até ser verdade a curto prazo, porém não sustenta a felicidade e uma vida bem vivida. O bem-sucedido preza por saúde e bem-estar e isso, infelizmente, não faz parte da vida de grande parte das pessoas que estão inseridas na cultura ocidental de trabalho, movida pelo estresse, longas jornadas e falta de sono.


77% dos executivos brasileiros dedicariam menos tempo ao trabalho se tivessem essa oportunidade. Isso significa que essa mesma porcentagem não está satisfeita com sua rotina. Estudos apontam que os gestores brasileiros dividem o seu tempo da seguinte maneira: 36% para trabalho e carreira, 20% para descanso, 14% para a família, 8% para lazer, 8% para educação, 7% para saúde e 7% para autoconhecimento. A grande maioria distribuiria o tempo de forma diferente se tivesse a oportunidade, dedicando-se mais para a família, saúde e lazer.


Muitas pessoas não param para pensar que é possível conciliar produtividade e criatividade com uma vida saudável.


Sacrifício e dever vêm no topo da virtuosidade?
A tradição protestante do capitalismo está presente em muitos países, incluindo o Brasil. Ideias como: “o prazer deve ser evitado”, “quanto mais sofrimento, mais digno se é de conquistas” e “trabalho e prazer não combinam” fazem parte da rotina de muitos trabalhadores brasileiros. A ética puritana permanece.
Por mais que grande parte dos executivos caminhem pelas ruas puritanas, uma pequena parte – que vem aumentando a cada dia – possuem um olhar diferente frente ao sucesso. Os chamados pós-workaholic são pessoas que conseguem construir uma rotina equilibrada. Profissionais com esse perfil possuem o desafio da liderança, ou seja, administrar bem a própria rotina para, então, ajudar seus liderados a projetar e executar melhor seus dias.


Mas de onde veio tal mudança? Para essa pergunta, um lugar chama a atenção: Vale do Silício. A mudança de NY para a Califórnia. É de lá que vem as referências mais relevantes associadas a negócios. Uma vida saudável passa a ser uma preocupação, estando lado a lado com trabalho e o enriquecimento. Hoje, o dinheiro pelo dinheiro não traz mais prazer. O que importa não é a quantidade de horas trabalhadas, mas sim a qualidade dos insights.


O efeito colateral da vida workaholic
Educação de primeira, os melhores estados de bem-estar social jamais construídos, bons sistemas de saúde, relativa segurança no emprego, liberdade política e baixa corrupção explicam quase tudo.
Divórcios, relação distante com filhos, amigos que se afastaram e saúde comprometida são algumas características dos workaholic. Os viciados em trabalho respiravam negócios enquanto esqueciam-se das outras esferas da vida. Essa visão, por muitos anos aceita e venerável, passou a ser vista como um problema.


Das relações familiares à alimentação, aquela figura clássica dos executivos que bebem muito e dormem pouco começou a dar lugar a uma preocupação com o bem-estar, com a saúde e com o lazer. A quantidade abriu espaço para a qualidade e é essa a principal diferença dos executivos clássicos para os pós-workaholic, pois entenderam que mais tempo no trabalho não significa mais trabalho bem feito.
Longas jornadas sucessivas de trabalho tendem a diminuir a produtividade. Estudos comprovam que pessoas que trabalham – durante 2 meses – 12 horas diárias não produzem mais do que as que trabalham no regime tradicional de 8 horas por dia. O resultado de horas a mais no trabalho são trabalhos desfeitos ou refeitos.


Curiosamente, países em que seus habitantes trabalham menos horas estão no topo da lista referente à produtividade e bem-estar emocional – Holanda e Noruega, por exemplo.
O profissional contemporâneo enxerga o trabalho como uma possibilidade de autodesenvolvimento e uma fonte de prazer. O efeito colateral disso é o medo de não ser feliz – ansiedade hedônica – e não encontrar um propósito no trabalho. Essa nova era gerou insatisfação no trabalho e incerteza sobre a carreira certa a seguir.


A remuneração é a motivação mais antiga e poderosa, porém, ao dar demasiada importância ao dinheiro, é possível que esteja procurando a realização pessoal nos lugares errados. Afinal, ao falar sobre satisfação no trabalho, o dinheiro raramente aparece no topo da lista.

A doença da civilização
O burnout, uma forma de estresse fisicamente debilitante, trata-se de uma epidemia global que atinge desde países desenvolvidos quanto emergentes. Pesquisas apontam que na Alemanha, mais de 40% dos trabalhadores disseram que seus empregos se tornaram mais estressantes de 2011 para 2013. Na China, 75% afirmaram em 2012 que seus níveis de estresse subiram em relação ao ano anterior. Segundo um estudo da Escola de Medicina de Harvard, 96% dos líderes americanos se sentem esgotados.
Graças a conectividade, os americanos aumentaram as jornadas de trabalho e, com isso, aumentou também o burnout. A combinação de longas jornadas e chefes abusivos leva o estresse a níveis extremos e, não raro, incapacitantes. No Japão, onde tira-se, em média, 5 dias de férias por ano, há uma palavra específica que significa morte por exaustão: Karoshi.


Pesquisas apontam que no Brasil, três em cada dez pessoas que fazem parte da população economicamente ativa sofrem de burnout. Dados da Previdência Social mostram que transtornos de ordem psíquica são a terceira causa de afastamentos do trabalho. Esses números são alarmantes.
Nos últimos anos, a conectividade derrubou a barreira entre vida profissional e pessoal. Noites e fins de semana passaram a ser usados para adiantar trabalhos ou resolver problemas.
Hoje, é comum ver gestores estabelecendo regras próprias quanto a sua disponibilidade. Porém, não basta legislar em causa própria; é preciso exercer moderação do uso de ferramentas de comunicação também para seus subordinados.


Características do burnout relacionadas ao trabalho:
Exaustão emocional;
Despersonalização;
Falta de um sentimento de realização pessoal.
Ações para desacelerar são necessárias. Na França, os trabalhadores franceses contam com a lei apelidada de “Direito de se desconectar”, garantindo o direito de “folga de e-mails” fora do horário de trabalho.

Decisões de carreira e de vida
Vivemos em um ambiente de limitada capacidade de reflexão. A escola não instiga a isso, nem mesmo a família. O que ocorre, em casa, é uma sobrecarga de tarefas – desde inglês até natação – a fim de não ficaram à toa. Esse cenário corrobora para uma dificuldade em fazer escolhas, de carreira e de vida, além de uma necessidade em estar ocupado. Ainda hoje, a escolha profissional é baseada na questão financeira e o resultado disso são profissionais insatisfeitos.

Design da rotina
“Desenhe uma rotina que possa lhe ajudar a ser a melhor versão de si mesmo que você puder conceber”
Ser dono da sua agenda – e não o contrário – é uma característica dos pós-workaholic. A rotina não pode ser um desafio, mas sim, criada para inserir nela seus gostos e necessidades. Essa mudança no modelo mental é o que diferencia esses dos tradicionais workaholics. Uma rotina planejada deve considerar sua relação com as outras esferas da vida. Da mesma forma, deve contemplar encaixes nas rotinas das pessoas que estão a sua volta. Permita-se testar e não engesse a sua agenda. Ela é passível de mudanças e isso só é possível ao experimentar coisas novas.


Rotina não é sinônimo de mesmice. Ter uma rotina cheia de atividades prazerosas, seguindo um padrão confortável, proporciona uma vida com menos estresse. Isso não significa que não seja positivo quebrar a rotina; muito pelo contrário. “Quebrar a rotina” só é possível quando se tem uma rotina e, são esses momentos que proporcionam maior nível de criatividade. São as chamadas rotinas criativas. O que vale aqui é gerir bem o tempo a fim de dedicá-lo a atividades que fazem sentido para o indivíduo. E isso só é possível por meio de um planejamento.

Rotinas saudáveis
Estudos indicam que fatores sociais, ambientais e comportamentais representam 60% dos determinantes da saúde. A genética é responsável por 20%. Hoje, faz sentido cientificamente falar em rotinas pró-longevidade. Quando nos alimentamos de maneira mais saudável, gerenciamos o estresse e fazemos mais exercícios, nosso cérebro recebe mais sangue e oxigênio. Com isso, torna-se maior e gera novas células — o que era considerado impossível anos atrás. Por outro lado, há o risco de acelerar a morte das células cerebrais com a lista de “suspeitos usuais”, como gordura saturada e açúcar, nicotina, opiáceos, cocaína, álcool demais e estresse crônico.


Não há manual para uma rotina criativa e saudável. Sabe-se que alimentar-se bem e fazer exercícios auxiliam para o bem-estar e aumenta a produtividade, porém, o passo a passo de cada dia depende das características de cada um. Há pessoas que madrugam e dormem cedo, enquanto outras acordam mais tarde e produzem melhor a noite. A produtividade deve ser personalizada, visto que cada um tem um modo que prefere receber e processar informações – estilos cognitivos.
Muitos executivos adeptos de rotinas criativas acreditam que não há aprendizagem sem hábitos. Criar metas e segui-las só é possível com rotina. O resultado disso é uma constante aprendizagem e desenvolvimento. Colocar algo em uma agenda, aumenta consideravelmente a chance da atividade ser realizada, pois quando anotamos algo, eliminamos o processo de tomada de decisão. Quando não há um planejamento de quando ou onde a tarefa deve ser feita, ela dificilmente se concretiza.

A rotina da manhã
Estudos apontam que a maioria das pessoas possuem um pico de criatividade pela manhã, quando nossas energias criativas se concentram somando a capacidade de concentração. Há exceções, visto que há pessoas que têm cronótipos (biótipos do sono) notívagos. Isto é, têm uma tendência natural a dormir tarde e acordar tarde.


Resumindo, após uma boa noite de sono, o cérebro está preparado para ter insights e formar novas conexões. A medida que o dia avança, tanto o corpo quanto a mente, vão se cansando.
Uma opção válida é reservar as manhãs para prioridades profissionais e atividades que necessitam de foco. Deixe para ler notícias no período da tarde quando você, provavelmente, estará menos produtivo. Dê preferência para projetos criativos.


Alguns hábitos a seguir no período da manhã:
Não comece o dia com coisas fáceis, como checar e-mails;
Não deixe sites de e-mail (ou mídias sociais) abertos no background do computador;
Nunca marque reuniões de manhã, se puder evitar;
Escreva, calcule, dedique-se às tarefas que demandam mais concentração.

Rotinas de mães executivas
Para as mulheres, há ainda mais um obstáculo ao pensar em suas rotinas ao tornar-se mãe. No Brasil, 4 em cada 10 mulheres param de trabalhar após dar à luz. Analisando rotinas de mães e executivas ocupadas, uma coisa parece ser característica comum: elas dedicam as manhãs aos filhos e dividem muito bem o tempo deles e o de trabalho. Quando estão no escritório, estão inteiramente ausentes de casa e vice-versa.


Alguns aplicativos auxiliam na otimização dessas mulheres ocupadas, incluindo comida express, salão em casa, serviços de cartório delivery etc. Dessa forma, elas conseguem administrar o seu dia, tendo em mentes sempre suas prioridades.


Ter rotina para as mães e para os filhos auxilia na vida de ambos. Ter hora específica para dormir e para acordar é uma forma de organizar o tempo. Seguindo essa ideia, reservar tempo para os momentos diários requer tal organização. Para muitas mães, o dia de trabalho só começa depois das 9h30, após levar os filhos na escola. Até os 6 anos de idade, é importantíssimo essa interação para a criação de laços.

Pós workaholic, novo workaholic e sedentarismo
A atividade física no início da manhã – antes de iniciar o trabalho – está presente em muitas rotinas de executivos pós-workaholic que acreditam começar o dia mais bem-dispostos depois do esporte. Essa mentalidade faz sentido fisicamente, chegando ao escritório mais alerta e disposto para o dia de trabalho.
O benefício do esporte na criação de rotina, alívio do estresse, bem-estar físico e mental é indiscutível. Encaixá-lo de modo a construir uma agenda prazerosa é o ideal, aliando saúde e bem-estar.
Desenvolvimento físico, emocional e bem-estar espiritual são essenciais para o desenvolvimento das capacidades cognitivas. Porém, é comum enxergar o esporte como uma competição – semelhante ao ambiente corporativo. O que acontece hoje é que muitos executivos se gabam por trabalharem 12 horas diárias e ainda serem altamente competitivos no esporte. Esse culto da resistência física parece ter virado moda entre os executivos. O resultado é a ausência do prazer oriundo da atividade física que traz o equilíbrio necessário para o dia a dia.


Se de um lado temos os executivos fanáticos por esporte de alto rendimento (o que pode ser muito prejudicial para a saúde), do outro encontramos o sedentarismo, um hábito ainda mais nocivo, causador de inúmeras doenças modernas.


Profissionais atléticos e saudáveis são, infelizmente, a exceção em um Brasil com 51% das mulheres e 47% dos homens sedentários. O que empresas estão percebendo é que o bem-estar físico está mais ligado à produtividade do que prolongadas horas sentados na sua estação de trabalho.
Se hoje, cada dia mais, empresas são geridas por líderes pós-workaholics, é importante observar formas possíveis de transferir boas práticas pessoais (esportivas, por exemplo) para a equipe.

E-mails
O tempo que perdemos verificando e-mails é notável, por isso, começar o dia já com essa função não é aconselhável. Muitos executivos estabelecem um horário específico para abrir e responder e-mails – alguns estabelecem até um dia específico para tal atividade. Isso ocorre porque, muitas vezes, perdemos um tempo precioso na nossa caixa de entrada em momentos que poderíamos estar sendo mais produtivos ao focar em atividades que requerem maior atenção e urgência.
Caso você receba e-mails demais, explique por meio de uma mensagem automática que poderá demorar para responder. É possível ainda separar em pastas para priorizar apenas assuntos urgentes e deixar armazenado o que responderá em outro momento mais oportuno. Para assuntos mais importantes, muitos profissionais preferem o uso de ferramentas mais instantâneas, como o Whatsapp ou Slack.
Especialistas sugerem que seja aberto apenas e-mails que poderão ser respondidos, ou seja, não abra em momentos que você sabe que não poderá lidar com eles, pois será perda de tempo. Essa é uma prática que pode ou não se adequar à sua rotina.

Reuniões
Soluções inovadoras vêm surgindo tendo como base as reuniões. Isso porque elas consomem muito tempo em assuntos que, muitas vezes, poderiam ser tratados por e-mails. Outra característica comum é inserir pessoas demais, resultando em encontros pouco produtivos. Pensando nisso, surgiu a Mesa & Cadeira – método criado pela jornalista Bárbara Soalheiro - com o intuito de economizar meses de trabalho em reuniões que duram dias. Os encontros possuem um número limitado de 12 pessoas para, justamente, não serem colocados indivíduos desnecessários para o processo (comportamento típico das organizações). O resultado é uma imersão total – inclusive não é permitido o celular – com o objetivo de aprender, solucionar problemas, fomentar ideias inovadoras e criar projetos. Nota-se que não se trata de uma mesa redonda. Há sempre um líder da reunião.
Por outro lado, há executivos que estão otimizando ao máximo as reuniões, acabando com a rotina interminável delas. Em vez de horas, passam a levar de 15 a 30 minutos, obrigando os participantes a organizar o tempo, otimizar as palavras e focar nos resultados.

Organizando a agenda
Tirar um tempo para gerir o próprio tempo é crucial para manter o dia em suas mãos. Estabelecer metas e tarefas seguindo suas prioridades facilita na sua execução. O que acontece, porém, é que muitos executivos acabam enchendo sua agenda diária com metas, de forma que nunca conseguem cumprir a programação. Tal hábito gera frustração. É importante construir o passo a passo diário conforme a realidade do seu dia. O que não for possível realizar, deixe para a agenda do outro dia, delegue funções e aprenda a dizer não.


Dizer não pode ser difícil para muitas pessoas, então, algumas dicas podem facilitar o processo de negar solicitações indesejadas:
Tire um tempo para considerar o pedido;
Ofereça uma alternativa;
Diga não presencialmente;
Evite detalhes;
Considere as consequências;
Não responda com autodepreciação;

Peça ajuda para priorizar.
Dizer “talvez” ou “vamos abordar isso mais tarde” quando sabe que o não é a resposta, apenas faz todos os envolvidos perderem tempo. Ter medo de negar é algo a ser eliminado.
Mindfulness, sono e produtividade
O mindfulness é entendido como a arte de viver consciente - uma apreciação do momento presente, envolvendo técnicas para chegar ao objetivo, livrando-se da ansiedade do futuro e a depressão referente ao passado.


Os ganhos envolvendo concentração, qualidade de vida/trabalho, criatividade e, como consequência, maior produtividade, vem sendo estudados por pesquisadores e colocados em prática por muitas pessoas e empresas.


Práticas de mindfulness – como a meditação – auxiliam no equilíbrio mental, condicionando-se a observar os seus próprios estados mentais.


Seguindo a mesma ideia, a falta de sono é um agravante pensando na produtividade de uma empresa e na qualidade de vida de seus funcionários. Pesquisas apontam que indivíduos que dormem 8 horas por noite apresentam melhor desempenho nas atividades, logo, maior produtividade. Em contrapartida, os que dormem 6 horas por noite, muitas vezes, não percebem os efeitos colaterais de tal hábito, mesmo que seu desempenho cognitivo diminua. Ou seja, possui um efeito danoso e silencioso.
Fatores como a criatividade, engenhosidade, confiança, liderança e tomada de decisões podem ser aprimorados durante o sono. Além disso, estudos feitos com camundongos apontaram que é dormindo que o cérebro elimina o lixo proteico – processo que pode reduzir o Alzheimer.
Alguns hábitos podem nos ajudar a dormir melhor:
Exercitar-se de manhã ou à tarde;
Evite fazer refeições pesadas no fim do dia;
Desenvolva um padrão de sono regular, ou seja, vá para a cama aproximadamente no mesmo horário todas as noites;

Não cheque o celular/tablet/notebook antes de ir dormir.

A epidemia de horas extras
Vive-se hoje, no Brasil e em boa parte do mundo, uma epidemia de horas extras em que executivos vivem pressionados por metas, estressados, desanimados e trabalhando 12 horas diárias. Em uma pesquisa publicada em 2015 com 11 países, desenvolvidos e emergentes, o Brasil está no topo do ranking internacional de horas extras em pequenas e médias empresas (PMEs). De acordo com o levantamento, 76% dos brasileiros em PMEs trabalham nove horas ou mais entre uma vez por semana e todos os dias. O principal motivo apresentado pelos participantes da enquete para as horas extras é o volume de trabalho.
O que é mais vantajoso para uma empresa? Um executivo que precisa de 12 horas para dar resultado – pois sua vida se limita ao trabalho, sem motivações externas – ou outro que trabalha de forma flexível, com hobbies e prazeres diversos, motivado e que, consequentemente, traz resultados trabalhando menos?
As longas jornadas são parte da cultura de negócios típica do empreendedorismo. Porém, os efeitos colaterais de tais hábitos para os empreendedores e seus funcionários devem ser levados em conta. Pesquisas apontam que longas jornadas aumentam a probabilidade de depressão.
Hoje, ter uma rotina equilibrada, dentro e fora da empresa, é considerado um bônus. O trabalhador sabe que não existe mais aquela sensação de garantia e o pensamento de que “a empresa vai cuidar de mim já que me dediquei tanto a ela”. A alternativa é cuidar de si próprio, incluindo carreira e bem-estar para seguir adiante.


As pessoas estão deixando de sustentar-se apenas pelo pilar de trabalho e buscando um equilíbrio entre este e a vida profissional. Cada vez mais, profissionais contemporâneos consideram que o estilo de vida é algo mais inspirador (e complexo) do que riqueza.

Notas Finais
O caminho natural das empresas que estão observando as mudanças no dia a dia contemporâneo é flexibilizar seus funcionários. Acostumados com rotinas rígidas, ambiente físico bem definido e dia a dia com poucas variações, pensar em quebrar a rotina pode ser assustador para grande parte das pessoas. Porém, ao priorizar o bem-estar físico e mental, está também pensando em produtividade, funcionários engajados e criativos.


Música, escalada, trabalho, leitura, coletividade, surf, família, vôlei, amigos, yoga, meditação. As possibilidades para derrubar a barreira entre a vida profissional e pessoal são inúmeras e possíveis. O home office passou a ser a opção de muitas empresas e profissionais. O que se encaixa melhor no estilo de vida que você almeja? Cada indivíduo é responsável por desenhar o seu cotidiano saudável, sendo o designer de sua rotina.

Até a próxima!

Marcelo Pedrosa

Fundador do IDEPE – Escola para Profissionais e Empreendedores

Criador do Método Reprogramação Mental Financeira

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